Gustavo Rios




Nome completo: Gustavo José Rios da Silva

Nome artístico: Gustavo Rios

Signo: Aquário, antes de Plutão cair fora.

Religião: "Às vezes, à noite"

Time de futebol: Meu primeiro porre foi em 88. Depois relaxei. 

Livro de cabeceira: São livros. 

Sua trajetória literária (livros lançados, participação em coletâneas etc.): Contos: O Amor é Uma Coisa Feia, Allen Mora no Térreo; coletâneas: Tempo Bom, As Baianas; poesia: Rapsódia Bruta. Algumas resenhas na Verbo 21, site já extinto de literatura, onde Lima Trindade era o chefe com honras, na proa. Um conto na revista Confraria, em 2017. Algumas coisas no site Diversos Afins e algo no site Germina Literatura.  

Você escreve para conquistar o mundo ou para agradar os consagrados?
O mundo é grande e os consagrados mal cabem nele. Portanto...

Escrever é “questão de vida ou morte”?
Escrever é questão de "ou".

A literatura veio de berço ou de um amor não correspondido?
Entre um e outro.  

Qual a utilidade da literatura em sua vida?
É mais além.

Há um ritual para você escrever? Qual?
Estou tentando sair dessa. Preciso é de tempo. 

Tudo é válido em literatura?
Tudo, sendo literatura. Tudo sendo literatura.

A crítica tem valor mesmo se o alvo da crítica é a sua obra?
Não cheguei ao patamar de ser contestado, ainda sou invisível. Espero chegar um dia. 

Autor ou autora que você ainda não alcançou.
Eu mesmo: só nos resta a sinceridade pra dentro. 

Entre escrever a obra-prima que te dê uma vida gloriosa e uma morte tranquila, o que você prefere?
Tudo isso aí, "talquei". Pois tudo isso é bom demais. 




 * * *



Nunca teve talento para mudar o mundo. Nem para cultivar um cavanhaque ordinário no rosto, onde as pálpebras parecem cortinas que se cerram e lançam os otários da plateia num abismo de silêncios constrangedores, de dúvidas veladas, em paradoxos, como se os draminhas do Artaud, cuspidos por um bando de atores ambiciosos e falsamente comovidos, aumentassem o escuro de suas próprias almas. Nunca soube o que fazer de si (cavanhaques e salvação numa simbiose impossível e filha da puta). E ele insiste no sonho. Um carro de pneus gastos, Born to be wild no toca fitas. Uma mulher de lindas e tentadoras pernas lhe chupando o pau até a fronteira, de um jeito apaixonado e feroz - enquanto o vento crispa seu cigarro, enquanto o sol se reflete em seus óculos escuros, de início o céu sem gaivotas, sem redenção, relógios estáticos, trapos de nuvens, a veemência dos urubus ciscando bichos mortos na quietude árida da beira da estrada, um ocre que se reveza em seus próprios tons; depois o céu distante, inapelável, turvo. 

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